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Cidades Educadoras e Hospitalidade: a Praça das Flores de Nova Petrópolis, RS como espelho da comunidade

A Praça das Flores de Nova Petrópolis, RS como espelho da comunidade Clique na imagem para dar zoom

Cidades Educadoras e Hospitalidade: a Praça das Flores de Nova Petrópolis, RS como espelho da comunidade

Autor(es): Gabriel Machado Oliveira , Bruna Perini Novaes, Ariane Ferreira Clavijo, coorientação: Francielle de Lima,
Orientador: Luciane Todeschini Ferreira
Quantidade de visulizações: 87

As praças, embora tenham passado por transformações, continuam sendo espaços representativos do cotidiano de seus munícipes. Refletir sobre elas é importante, já que carregam em si potencial para aprendizagens, para acolhimentos e para hostilidades. O presente estudo, vinculado ao projeto “Turismo essencialmente pedagógico, Cidades Educadoras e Hospitalidade: um percurso metodológico de formulação e implementação de políticas públicas de turismo com intencionalidade pedagógica (Fase 2)” tem como questão: que percepções   moradores e turistas manifestam sobre a praça central de uma Cidade Educadora?  Como objetivo, compreender, a partir da identificação de sinalizadores discursivos, a percepção de turistas e moradores sobre a Praça da República (Praça das Flores), ponto turístico de Nova Petrópolis, RS, cidade educadora e também turística selecionada. A pesquisa, metodologicamente, é de natureza qualitativa e contempla abordagem interpretativa. Durante os dias um e dois de outubro de 2025, realizou-se, na Praça das Flores, pesquisa de opinião junto aos frequentadores, buscando coletar impressões sobre motivações para permanência  no local. A investigação seguiu a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. Vinte e sete entrevistas foram realizadas e as respostas  foram analisadas e sintetizadas a partir da técnica discursiva bakhtiniana, em que os enunciados são compreendidos em seus contextos de produção. Dos entrevistados, 16 eram moradores e 11, turistas. Dos motivos para a visitação, identificou-se diferenças de percepção: para os moradores, a frequência deve-se ao fato de ser um lugar de contemplação da natureza e de conversa com amigos. Já, para os turistas, o Labirinto Verde, atrativo que lá existe, é a motivação maior. Outro diferencial de permanência foi sinalizado junto ao grupo de turistas que destacou a limpeza e a conservação da praça, comparando-a ao "jardim de casa". Nas considerações, a proposição de que as ações que promovem a Praça das Flores do município estão alinhadas aos princípios apresentados no documento oficial (conhecido como Carta), em especial ao princípio do  “compromisso da cidade”. A praça acaba sendo compreendida como espelho de identidade da cidade: é lugar de acolhimento e convívio. Embora não tenha ocorrido referência direta à gestão municipal, é possível identificar que as ações, planejadas e executadas, qualificam o espaço, reverberando como preocupação genuína junto aos sujeitos que moram na cidade. É o que se nomina o acolher da cidade.     

Palavras-chave: Hospitalidade; Cidades Educadoras; Praça das Flores.