Prevalência da Síndrome Metabólica em Crianças Nascidas Prematuras e Muito Baixo Peso
Autor(es): Vitoria Rovatti Canello
Orientador: Vandrea Carla de Souza
Quantidade de visulizações: 190
A síndrome metabólica (SM) é definida pela combinação de dois ou mais fatores de risco cardiometabólico, incluindo obesidade central, dislipidemia, hipertensão arterial e alterações glicêmicas, que aumentam o risco de doença cardiovascular e diabetes tipo 2 ao longo da vida. Em pediatria, ainda não há consenso sobre critérios diagnósticos, embora a International Diabetes Federation (IDF) proponha parâmetros a partir dos 10 anos de idade. O objetivo deste estudo é estimar a prevalência de um fenótipo semelhante à síndrome metabólica (SM-like) em crianças com histórico de prematuridade e muito baixo peso ao nascer (MBP, definido como peso < 1500 g).
Esta é uma análise interina de uma coorte prospectiva iniciada em 2018, com previsão de seguimento até 2030. Foram avaliadas 41 crianças a partir de dois anos de idade corrigida. A SM-like foi definida pela presença de pelo menos três dos seguintes critérios: circunferência abdominal no percentil 90 ou superior, glicemia de jejum igual ou superior a 100 mg/dL, triglicerídeos igual ou superior a 110 mg/dL e colesterol HDL igual ou inferior a 40 mg/dL.
A prevalência de SM-like foi de 48,7% (n=20). Essas crianças apresentaram HDL mediano de 38,5 mg/dL, triglicerídeos de 108 mg/dL, glicemia de jejum de 85 mg/dL e percentil mediano de circunferência abdominal de 66. Fatores maternos, como hipertensão e diabetes gestacional, não diferiram entre os grupos. Os achados preliminares sugerem elevada frequência de alterações metabólicas em crianças com histórico de prematuridade e MBP, reforçando a importância do acompanhamento clínico prolongado e vigilância metabólica precoce nessa população de risco.
Palavras-chave: Síndrome Metabólica, Prematuridade, Muito baixo peso de nascimento