Alterações espaço-temporais da marcha de adultos e idosos amputados de membro inferior: Principais indicadores de desempenho

Autor(es): Ana Carolina Viecili , Thais Andréia Schepa Weber, Guilherme Auler Brodt e Leandro Viçosa Bonetti,
Orientador: Raquel Saccani
Quantidade de visulizações: 286

Alterações da marcha de adultos e idosos amputados de membro inferior
O número de amputações de membros inferiores tem crescido globalmente, devido ao  envelhecimento e doenças cardiovasculares. Essa condição gera déficit funcional importante, comprometendo a mobilidade, o controle motor e a marcha, o que eleva o gasto energético e o risco de quedas. O objetivo desta pesquisa foi avaliar a funcionalidade e as alterações da marcha em adultos e idosos amputados de membro inferior, em fase de pré-protetização, investigando os indicadores de desempenho. Estudo observacional, analítico e transversal, que contou com 24 indivíduos (13 no Grupo Adulto e 11 no Grupo Idoso) com amputação transfemoral ou transtibial em fase pré-protetização. A funcionalidade foi avaliada com o Amputee Mobility Predictor (AMPnoPRO), Timed Up and Go (TUG) e Medida de Independência Funcional (MIF). A marcha foi analisada com o Medidor Inercial com Acelerômetro e Giroscópio BAIOBIT. Utilizou-se estatística descritiva, teste U de Mann-Whitney e teste de correlação de Spearman (p ? 0,05). A amostra foi composta em sua maioria por homens (91,66%) e predominou a amputação transfemoral. A avaliação funcional dos participantes demonstrou desempenho superior dos adultos em todos os testes funcionais, com maiores pontuações na MIF, AMPnoPRO e menor tempo de realização do TUG. Ao comparar a marcha de adultos e idosos, observou-se diferença significativa na cadência (p = 0,013) e na duração do passo (p = 0,022), refletindo o impacto do envelhecimento na marcha. As análises dos indicadores de desempenho demonstraram que a velocidade possui relação significativa com os testes MIF e TUG. Já a cadência e duração do passo, demonstraram correlação significativa com a idade, o tempo de fisioterapia e com os testes funcionais MIF, AMP e TUG. Ainda, o tempo de fisioterapia demonstrou ser um indicador forte de desempenho, impactando também no comprimento do passo e passada.  Conclui-se que adultos amputados apresentam melhor funcionalidade e marcha do que idosos. A capacidade funcional impacta diretamente nas variáveis da marcha, indicando que instrumentos simples de avaliação (AMPnoPRO, MIF e TUG) servem como preditores eficazes do desempenho da marcha. Ademais, a idade e o tempo de fisioterapia  revelaram-se como indicadores importantes da funcionalidade da marcha, sendo este o primeiro estudo a identificar tal influência na fase de pré-protetização.

Palavras-chave: amputação , funcionalidade, marcha