Efeitos da Macroalga Desmarestia anceps na Patogênese da Periodontite Experimental em Ratos Wistar

Autor(es): Keilla Gomes Machado , Giliano Nicolini Verzeletti,
Orientador: Mariana Roesch Ely
Quantidade de visulizações: 97

Efeitos da Macroalga Desmarestia anceps na Periodontite Experimental em Ratos
As doenças periodontais classificam-se em inflamações localizadas no periodonto conhecidas como gengivites e periodontites. A primeira condição refere-se aos processos inflamatórios restritos aos tecidos periodontais de proteção, sem perda tecidual e reversível. Já as periodontites caracterizam-se pelo envolvimento do periodonto de inserção a partir de um processo destrutivo, causando perda tecidual. Neste sentido, ocorre uma busca por medidas que atuem na resposta inflamatória frente a agressão bacteriana. Atualmente, as macroalgas provenientes da Antártida têm sido reportadas como novas fontes de compostos bioativos para aplicações farmacêuticas no controle de patologias devido a suas propriedades de amplo espectro. Assim, este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da macroalga parda Desmarestia anceps sobre a patogênese da periodontite em modelos murinos. Para o preparo do extrato, as amostras de D. anceps foram maceradas em solução hidroalcoólica para obter as concentrações desejadas (100mg/kg e 200mg/kg). Foram utilizados 60 ratos Wistar machos com 60 dias de vida, contemplando 06 grupos experimentais. Foram realizadas ligaduras com fio de seda no segundo molar da arcada superior dos animais. O quadro amostral consistiu em grupos com e sem ligadura, sendo que a administração de extratos de D. anceps foi realizada por alimentação intragástrica. Após 14 dias, as maxilas e o fígado foram excisados e imersos em formaldeído tamponado 10% após a morte dos animais. Para a análise microscópica e estudo histopatológico, as amostras obtidas do fígado foram fixadas e montadas em blocos de parafina para posterior secção e procedido a coloração padrão de Hematoxilina e Eosina (HE). O sangue dos animais foi coletado em frasco contendo EDTA para análise de testes bioquímicos. Os dados analisados através de técnica de morfometria e histometria com as peças maxilares foram tratados estatisticamente por ANOVA-Tukey. Os resultados evidenciaram que os extratos de D. anceps não causaram alterações morfológicas e bioquímica, mostrando que as concentrações utilizadas não são tóxicas, também foi visto que a análise da perda óssea alveolar apresentou diferença estatisticamente significativa (p=0,002) entre o grupo com ligadura + D. anceps 100 mg/kg/dia e o grupo com ligadura + livre de extrato. Diante dos resultados, instiga-se a existência de um efeito protetor deste extrato, quando administrado em doses baixas/moderadas, sobre o tecido periodontal.

Palavras-chave: Periodontite, Algas pardas , Ratos