Estratégias de inoculação avaliadas para a produção de pectinases em cultivos de Aspergillus niger em biorreator de tambor rotativo

Autor(es): Larissa Ferrari Erlo , Kimberly Costa Ramos, Caroline Reginatto, Sabrina Carra,
Orientador: Eloane Malvessi
Quantidade de visulizações: 24

Inóculo influencia a produção de pectinases fúngicas em cultivo em estado sólido
As pectinases são enzimas que degradam substâncias pécticas e tem grande aplicação comercial, principalmente na indústria de alimentos. A produção de pectinases por fungos do gênero Aspergillus pode ser conduzida em cultivo submerso ou em estado sólido. O inóculo é, geralmente, preparado a partir de suspensão de esporos, porém, outras formas de inoculação que facilitem a aplicação desses processos em maior escala têm sido relatadas. Assim, o objetivo do trabalho foi avaliar diferentes condições de inoculação de Aspergillus niger LB-02-SF para a produção de pectinases em estado sólido, em biorreator de tambor rotativo. O meio de cultivo sólido era composto por farelo de trigo, pectina cítrica, glicose e sais. Os cultivos foram conduzidos em biorreator de tambor rotativo (6,2L), com 1800 g de meio, a 30ºC, fluxo específico de ar de 0,54L/Kg/min e rotação de 1rpm por 5min a cada 2h . Inicialmente, como condição controle, foi utilizada a concentração de 7x105esporos/g de meio (E5). A partir dessa condição e considerando também os resultados preliminares obtidos em condição estática em frascos Becher (dados não mostrados), foram conduzidos os cultivos E2 (suspensão - 7x102esporos/g) e VL (vegetativo líquido - 10% v/m, obtido a partir de cultura previamente crescida em meio líquido contendo extrato de farelo de trigo, glicose e sais, a 300rpm, por 18h). A determinação da concentração celular foi realizada indiretamente a partir de parâmetros respiratórios e a atividade de pectinases totais foi avaliada pela redução da viscosidade de uma solução padrão de pectina. Os valores de concentração celular máxima (Xmax) de 224 e 253mg/g foram atingidos em 66h nos cultivos E5 e VL, respectivamente. Em E2, Xmax foi observado em 72h e em valor inferior (205mg/g). Nos três ensaios, atividade enzimática máxima (Pmax) foi atingida em 96h de processo, com menor valor identificado no ensaio E5 (66U/g). Com a redução da concentração de esporos na suspensão foi observado aumento da atividade, com Pmax de 97U/g em E2. O emprego de inóculo vegetativo líquido (VL) foi favorável à produção de pectinases, com maior valor de Pmax entre as condições testadas, de 121U/g. Considerando os resultados atingidos, mesmo que avaliadas formas de inoculação diferentes, fica evidente a influência do inóculo sobre o crescimento celular e a produção de pectinases de A. niger em cultivo em estado sólido.

Palavras-chave: Pectinases fúngicas, Condições de inóculo, Cultivo em estado sólido